A VOZ
(Parte 1)
Após o confronto com os vigilantes fora do serviço,
Versago não poderia abandonar o local e deixar os corpos inconscientes ali. Havia
uns armários no vestiário, e arrombando os cadeados das portas, colocou os cinco
guardas lá, cada um dentro de um armário.
Saindo dos chuveiros, ele teria de ir
ao nível inferior concluir a missão, averiguando a força bélica desta zona
militar e assim constatar o nível da ameaça. Porém, ele não conteve a
curiosidade de averiguar uma livraria que estava no caminho do elevador. Ao
entrar, se deparou com um monte de homens vestidos com trajes naturais da
cultura islã, realizando suas orações como o costume e repetindo várias vezes a
frase:
-Allaho Akbar. (Deus é Grande)
-Allaho Akbar.
Então, ele se perguntou:
“Por que haveria uma livraria se ela
tivesse sido improvisada numa espécie de mesquita?”.
Versago analisava bem as estruturas do
local e algo o incomodava, pequenas rachaduras nas paredes e alguns cantos
próximos a dutos de ventilação com mofo. Toda aquela estrutura aparentava ter
muitos anos, e não alguns, como já estava estabelecido.
Indo até o elevador, apertou o botão
para ir ao andar B2, onde estavam os equipamentos bélicos. Quando a porta do
elevador se abriu, viu um imenso corredor que se dividia numa bifurcação com as
luzes apagadas. Ligando uma pequena lanterna, iluminou o corredor e viu uma
série de portas de aço bem grandes com duas gravuras que chamaram sua atenção, e
painéis eletrônicos de acesso. Entrou em contato com a central.
Versago
–Anna, procure por movimentação neste andar e averigue pra mim, se estou
realmente sozinho.
Anna
–Já fiz isso, as imagens infravermelho do satélite mostram pontos de calor bem
fraco, você está sozinho nesse andar.
Versago –Coronel, estou diante de uma porta de aço com o símbolo atômico e um
outro radioativo, gravado com aviso de perigo. O andar parece não ter nenhuma
espécie de vigilância armada, esta porta tem tamanho suficiente para passagem
de mísseis balísticos do tamanho dos Tomahawks.
Dostoievski –Símbolos atômico e radioativo?!
Versago
–Positivo, mas são apenas símbolos, não vi ainda nenhuma arma de tal porte.
Dostoievski –Versago, use o cartão de acesso e entre, veja se eles realmente possuem armamento nuclear.
Versago então passou o cartão de acesso,
e o painel acusou:
“A c e
s s o N e g a d o”
Numa segunda tentativa, Versago passou o
cartão, sendo novamente recusado. Quando o seu codec o chamou, era uma voz
feminina:
-Não faça isso novamente, você ira
ativar o alarme!
Versago –Huh...
-Você precisa do cartão nível 4 de
acesso, e digitar o código nome de acesso “R-H-O-E-M-E-R”.
Vendo a frequência no codec, Versago
percebeu que não era ninguém que o coronel indicou para auxílio na missão. Então ele perguntou a esta mulher:
Versago
–Quem... quem é você? Como conseguiu a frequência do meu codec? Por que está me
ajudando?
-São muitas perguntas no momento, mas,
pode me chamar de... “A Voz”.
Versago
–A Voz?
Seu codec não respondeu mais nada,
então ele entrou em contato com a central.
Versago
–Anna! Alguém com o codinome “A Voz” entrou na frequência do meu codec, me
passando instruções de como abrir a porta da sala dos mísseis. Você tem alguma
informação?
Anna –Negativo.
Dostoievski –A Voz?!
Versago –Exatamente, A Voz.
Anna –Eu captei a chamada, e estou triangulando o sinal neste exato
momento.
Dostoievski –Versago, são confiáveis as instruções que recebeu?
Versago –Creio que sim coronel, pelo menos elas acabaram de salvar a missão.
Mustafá
–Coronel eu ouvi a conversa, ela soletrou o código da porta de aço, onde creio
que é o nome que ouvimos dos vigilantes no elevador, R-H-O-E-M-E-R, Rhoemer.
Dostoievski –Okay, se vocês confiam não tenho outra escolha. Versago, eu passarei o
nome para Greg avaliar todos com este nome e sobrenome.
Versago
–Positivo.
Versago e toda a central ficaram com
uma pulga atrás da orelha em relação a esta ajuda inesperada e misteriosa, só
que Anna já estava trabalhando na localização do sinal enviado ao seu codec.
Assim ele decidiu ir adiante, passando por
duas, três portas do mesmo gênero da primeira, o corredor em que estava era bem
espaçoso e dava a volta nas três salas de mísseis. No final do corredor, ele
quebrava a esquerda e continuava com uma leve subida. Versago notou uma câmera
como muitas outras que vira, só que focada em mais três portas metálicas, somente
uma delas tinha a dimensão das portas da sala dos mísseis.
Por precaução preferiu não se expor, pois até então ele era um vigilante em patrulha, e neste andar deveria haver uma restrição para qualquer um que entrasse, pois não havia vigilância. Ele possuía algumas bombas PEM, que geram um pulso de alta energia em largo espectro defasado dum campo magnético de baixa intensidade, causando interferências temporárias em sistemas eletrônicos, a uma distância de dez metros.
Por precaução preferiu não se expor, pois até então ele era um vigilante em patrulha, e neste andar deveria haver uma restrição para qualquer um que entrasse, pois não havia vigilância. Ele possuía algumas bombas PEM, que geram um pulso de alta energia em largo espectro defasado dum campo magnético de baixa intensidade, causando interferências temporárias em sistemas eletrônicos, a uma distância de dez metros.
Esta bomba danificaria a câmera, só que
ele tinha de estar fora do seu alcance ou então danificaria também todos os
seus equipamentos eletrônicos, como o codec.
Após desligar a câmera, foi correndo até
as três portas no final do corredor. Elas diziam: Arquivo Morto; Sala de Armas;
e a maior, Acesso à Antena. Versago sabia que pelo fato da câmera não estar mais
transmitindo imagens, alguém poderia ser enviado para concertá-la, por isso ele
abriu cada uma das portas e deu uma breve olhada em cada sala.
Na sala de armas. havia muitas espingardas e fuzis, granadas incendiárias, munição, pistolas, enfim um farto suprimento bélico. Na porta maior onde dizia "acesso à antena", era um elevador de carga por onde os mísseis provavelmente passaram para serem estocados. Só que a sala que chamou sua atenção era onde estava escrito "arquivo morto".
Ali poderiam estar as respostas para suas suspeitas de que esta zona militar deveria ter muitos anos e não alguns meses. Quando entrou, ele passou olhando nas estantes as datas de muitas das pastas que haviam. Existiam arquivos desde a década de 70, todas escritas no alfabeto cirílico. Ele pegou uma pasta que dizia Baikonur, e datava 13 de abril de 1985, e começou a ler.
Na sala de armas. havia muitas espingardas e fuzis, granadas incendiárias, munição, pistolas, enfim um farto suprimento bélico. Na porta maior onde dizia "acesso à antena", era um elevador de carga por onde os mísseis provavelmente passaram para serem estocados. Só que a sala que chamou sua atenção era onde estava escrito "arquivo morto".
Ali poderiam estar as respostas para suas suspeitas de que esta zona militar deveria ter muitos anos e não alguns meses. Quando entrou, ele passou olhando nas estantes as datas de muitas das pastas que haviam. Existiam arquivos desde a década de 70, todas escritas no alfabeto cirílico. Ele pegou uma pasta que dizia Baikonur, e datava 13 de abril de 1985, e começou a ler.
1985 13
abr: Após um dia, um atraso causado por problema técnico
com o lançamento de hardware, o primeiro foguete Zenit-2 explodiu fora de Baikonur. Devido a problemas com o controlador do
propulsante consumo no segundo estágio do foguete, e seu motor funcionar fora
do combustível e prematuramente abatido em T 400 segundos.A carga não atingiu a órbita e o lançamento não foi anunciada no
momento.
O
foguete 03,0694 carga transportada EPN equivalente, representando geral
dimensões, forma, peso e do centro de gravidade do Tselina-2 nave espacial. Para
medir a vibração sonora e cargas durante o lançamento, o EPNs realizadas sensor
acústico e vibração acelerômetros. Um conjunto distinto
de acelerômetros também acompanhou o processo de carga capota abandonar. A EPN
procedeu também hardware para medir parâmetros em órbita.
Não entendendo nada, leu
apenas o começo e pulou para outra pasta, desta vez datada de 13 de maio de
1987.
1987 13 mai: Zenit-2
lançado com sucesso o Tselina-2 nave espacial. A carga útil anunciada como
Cosmos-1844.Mikhail Gorbatchóv, chefe do
Partido Comunista da decisão no momento em que, pessoalmente testemunhou o
lançamento em Baikonur.
E as pastas diziam coisas
constantes sobre lançamentos e testes de foguetes no cosmódromo de Baikonur, em Semipalatinsk, no Cazaquistão.
1991
30 ago: Zenit-2 não conseguiu colocar um satélite em órbita, devido à
segunda fase ser um fracasso.
1992 17 nov: - 10:42 Moscovo Time:
Zenit-2 lançado com sucesso o Tselina-2 nave anunciado como Cosmos-2219.
1994 4 nov: Zenit-2 lançado Resurs
O1-3 espacial de Baikonur.
1997 26 mai: Zenit explodiu 48 segundos após o lançamento, enquanto a
elevação Tselina-2 nave espacial.Os escombros caíram cerca de treze quilômetros de
distância.
Versago, notificando tudo, entrou em contato com Dostoievski para informar-lhe:
Versago –Coronel, minha suspeita sobre esta zona militar se confirmou com esses documentos que
estou em mãos.
Num tom de
espanto, o coronel Dostoievski perguntou:
Dostoievski
–Documentos?! Que documentos?!
Versago –Eu entrei
no arquivo morto e pesquisei algumas pastas que me dessem respostas sobre este
lugar. Encontrei documentos que provam a ligação daqui com a base de Baikonur, em décadas passadas.
Dostoievski –O Cosmódromo?
Versago –Positivo, o
cosmódromo de Baikonur em Semipalatinsk, aqui no Cazaquistão. O que isso
significa?
Indiferente, Dostoievski respondeu sem ênfase à pergunta de Versago, tentando desacreditá-lo
da veracidade dos documentos.
Dostoievski –Não sei, Versago, será que estes documentos
são confiáveis?
Versago –É claro que
sim... Senhor, tem algo de errado com o senhor? É percebível uma
diferença na sua modulação ao conversar sobre este assunto. Sinto um receio da
tua parte.
Respirando
fundo, o coronel Roy Dostoievski respondeu a Versago, num tom de confissão.
Dostoievski –Realmente... Você tem razão. Meu medo
nesta missão era que ela acabasse expondo o que você acabou de encontrar.
Versago –E o que eu
acabei de encontrar, coronel?
Dostoievski –Todos
os arquivos dos testes e lançamentos de mísseis e foguetes, desde a antiga União
Soviética até a nova república do Cazaquistão.
Versago –Não
entendi!
![]() |
| Mikhail Sergeyevich Gorbatchóv Último Líder Soviético 1991 |
Dostoievski –Durante o período da guerra fria, a União
Soviética usava a base de Baikonur para testes nucleares. Com a ascensão da
corrida espacial, a base se tornou um cosmódromo, e assim iniciavam-se suas
pesquisas tecnológicas através desta conquista. O problema estava justamente nos
testes nucleares que a antiga União Soviética realizava em Semipalatinsk. Estes
arquivos guardam toda a estratégia militar de uma ofensiva nuclear contra os
Estados Unidos, se caso a guerra mudasse para um estágio agressivo. O presidente do
Supremo Soviete, Mikhail Gorbatchóv, acompanhou muitos destes testes e
estratégias de ofensivas.
Versago –Sua
preocupação real é pelo fato de eu ser americano, e ter acesso a este tipo de
informação?
Dostoievski –Sim,
admito, não por preconceito, pois a guerra fria acabou faz muitos anos... mas
expor tais informações a um homem que já fez parte do maior rival da União
Soviética, abriria as portas das defesas russas hoje.
Versago –Lhe
entendo, talvez eu pensasse do mesmo modo se estivesse no seu lugar em relação
aos Estados Unidos... mas há uma coisa, o que este lugar tem a ver com Baikonur?
Por que tais arquivos vieram parar aqui?
Dostoievski
–Baikonur era muito conhecida pelos americanos e isto fazia dela um alvo, se a
guerra realmente pulasse para um estágio de agressão nuclear. Então o chefe do
partido comunista Gorbatchóv, movido pelos apelos ao desarmamento, assinou com
Ronald Reagan na reunião da cúpula em Washington, um acordo sobre a eliminação
dos mísseis de porte
![]() |
| Ronald Wilson Reagan Presidente dos E.U.A (1981-1989) |
médio na Europa, em dezembro de 1987. Este acordo envolvia
também a base de Baikonur, no Cazaquistão, e os mísseis deveriam ser desativados,
porém, isso não ocorreu como no acordo. Muitas dessas armas foram estocadas em
abrigos ultrassecretos para fins de defesa nacional. Então, conservadores
ligados a Gorbatchóv e com grande influência no cosmódromo de Baikonur, elaboraram um projeto para a construção de um armazém subterrâneo, que estocasse o
arsenal balístico nuclear Soviético, e onde você está agora é o resultado
inacabado da “Colmeia”.
Versago –Colmeia?
Dostoievski –Sim,
Colmeia... Este era o nome de batismo do lugar onde seriam estocados todos os
resultados das pesquisas tecnológicas espaciais e nucleares bélicas soviéticas.
Versago –O que aconteceu
com o projeto?
Dostoievski –Em
1990, Gorbatchóv foi eleito presidente da antiga União Soviética que, com uma
situação econômica desastrosa e o aumento das tensões interétnicas, e as
reivindicações de independência das repúblicas soviéticas, levaram-no a se
reaproximar dos conservadores. Foram estes mesmos conservadores que idealizaram
o projeto sem o consenso dele, iniciando a construção da Colmeia sem o
conhecimento do seu presidente. Na verdade, mesmo com uma União Soviética já
falida, estes conservadores acreditavam numa reviravolta por meio da força.
Sabendo que não teriam o apoio de Gorbatchóv, tentaram derrubá-lo através dum
golpe de estado, em agosto de 1991, que fracassou. O fracasso dessa tentativa
provocou o desmantelamento da União Soviética. Assim, fazendo todos os planos e
projetos dos conservadores caírem no esquecimento, então...
Interrompendo
sua explicação, e suspirando profundamente Dostoievski deu uma longa pausa, mas
Versago o intimidou a continuar.
Versago –Então...
![]() |
| Dinmukhamed A. Kunayev Presidente do Conselho de Ministros do Cazaquistão. |
Dostoievski –Então... um ano antes do golpe de estado, o presidente do Supremo Soviete, Dinmukhamed
A. Kunayev, proclamou a supremacia das leis do Cazaquistão sobre a antiga União
Soviética, e isso resultou na proibição dos testes nucleares na base de
Baikonur fechada em 1991. Talvez tenha sido assim que os projetos e as pesquisas foram
parar na Colmeia, por uns poucos que tinham o conhecimento dela.
Versago –Coronel, mas os
mísseis do tratado assinado por Gorbatchóv foram trazidos para cá pelos
conservadores, como o senhor disse?
Dostoievski –Eles
conseguiram agir debaixo das barbas do presidente e ainda tentaram derrubá-lo,
não sabemos até que ponto conseguiram realizar seus objetivos. Aquela época era
um tanto caótica.
Versago –Quer dizer
que Mara poderia ser uma conservadora ligada ao partido de Gorbatchóv?
Dostoievski –Mara não, seu pai talvez, nesta época, ela
era uma criança!
Versago –É verdade, não calculei o tempo com a idade de Mara hoje. Então está explicado, a mesquita
que encontrei no andar B1. Mara não construiu este lugar, ela adaptou em
reformas.
Dostoievski –É possível...
Em 16 de dezembro de 1991, o Cazaquistão se declarou uma república independente
da União Soviética, herdando todo o seu potencial nuclear e abrindo mão logo em
seguida desta força bélica, devolvendo a Rússia essas armas.
Versago –Assim, o
governo cazaque desconheceu esta zona militar, dando margens para quem conhecia
construir aqui sua organização secreta, como Mara. Entendi. Coronel... peço que não
se preocupe, segredo de estado é segredo de estado, vou continuar a missão.
![]() |
| Cosmódromo de Baikonur |
Versago acabara
de saber a origem do lugar onde estava e que ele é o resultado inacabado dum
projeto chamado Colmeia. Ele foi até a porta que estava fechada e que dava acesso
de volta ao corredor e ouviu algumas vozes. Imediatamente, Anna o contatou:
Anna –Versago, há dois
homens atrás da porta, um parece estar mais elevado que o outro.
Versago –Devem ser os
elementos enviados para concertarem os circuitos da câmera que eu fritei.
Assim, abrindo
a porta em velocidade, Versago derrubou uma escada onde estava um vigilante no
alto, que teve uma queda violenta que sem querer acionou o elevador de carga
para subir.
Disparou um dardo tranquilizante em um, e depois no outro que havia caído. Ao averiguar seus corpos, encontrou outro cartão de nivelamento valor 4. Era o nível dito pela “A Voz” para obter acesso à sala dos mísseis. Voltando assim pelo corredor até as enormes portas de aço, passou o cartão no painel que permitiu o acesso, mas pediu logo em seguida:
Disparou um dardo tranquilizante em um, e depois no outro que havia caído. Ao averiguar seus corpos, encontrou outro cartão de nivelamento valor 4. Era o nível dito pela “A Voz” para obter acesso à sala dos mísseis. Voltando assim pelo corredor até as enormes portas de aço, passou o cartão no painel que permitiu o acesso, mas pediu logo em seguida:
“E N T
R E C O D I G O A C E S S O”
Então ele
passou a digitar as letras transliteradas R-H-O-E-M-E-R.
Quando a
porta se abriu, ele viu uma série de quatro mísseis estocados e um painel
indicando “Desarmado”, então entrou em contato com a central:
Versago –Coronel, confirmada a ameaça bélica, há mísseis modelo Zevzda KH-35, são quatro deles.
Indo
averiguar as outras salas de mísseis, Versago contou mais dez mísseis deste
mesmo modelo, só que afirmou via codec.
Versago –Eles não
possuem armas nucleares, porém, tem um enorme potencial militar. Mas há uma
deficiência, não existem lançadores aqui, para este equipamento.
Dostoievski
–Positivo, Versago, sua missão está concluída, vou mandar subir os helicópteros
para o resgate. Logo eles irão saber da invasão.
De repente, as
luzes do andar se acenderam, Versago deu uma olhada no elevador principal que o
trouxe a esse andar, e viu que alguém estava subindo do andar B3 onde ficava o
laboratório. Quando a porta se abriu, três homens falando em russo apareceram.
Um deles tinha um sotaque estranho e estava vestido diferente dos outros. Os guardas que o acompanhavam, por sua vez, dirigiam-se a ele às vezes como Naid, às vezes como Rhoemer. Versago passou a ouvir a conversa no idioma russo:
Um deles tinha um sotaque estranho e estava vestido diferente dos outros. Os guardas que o acompanhavam, por sua vez, dirigiam-se a ele às vezes como Naid, às vezes como Rhoemer. Versago passou a ouvir a conversa no idioma russo:
Naid –Eu quero tudo
pronto para ontem, o ataque será efetuado no “Ekadashi” de agosto, os mísseis
terão de ser retirados daqui amanhã de manhã, e transportados para o silo. Cada
um configurado para uma embaixada americana, britânica e prédios sedes da OTAN e ONU em toda a Ásia.
-Sim senhor.
Naid –O governador
americano será nossa principal arma na América, Mara já está lá cuidando disso.
Certifique-se de toda a preparação.
Versago, apoiado numa das paredes do corredor que dava a volta na sala dos mísseis, ouvia
tudo o que era dito. Naid passou o cartão, digitou o código nome e entrou numa
das salas. Um dos homens que estavam com ele mexendo no painel, que estava
avisando desarmado, passou a dizer:
-Senhor
Rhoemer, todos os mísseis estão configurados para os alvos que escolheu. Eles
estão modificados com a tecnologia “Stealth”, dificilmente um radar irá captá-los, eles possuem navegação GPS a qual o senhor poderá acompanhar tudo do
seu laptop.
Naid –Muito bem, meu
helicóptero já está chegando, mãos à obra!
Aquele homem
então de nome Naid Rhoemer voltou para o elevador, deixando seus subordinados
realizarem os últimos testes nos mísseis Zevzda KH-35.
Meditando
sobre o que havia ouvido, Versago pensou em várias coisas, os alvos ali
mencionados, o por quê eles falavam russo num lugar que a vasta maioria falava em
dari, quem era aquele com um sotaque estranho de nomes Naid Rhoemer, que data
era “Ekadashi”... e como o governador americano sequestrado Donald Anderson era uma
arma. Então ele comunicou a central via codec sobre o que havia ouvido:
Versago –Senhor
coronel, a missão não está acabada!
Dostoievski -Mm...
Versago –Eu vi e
ouvi o verdadeiro mentor de tudo, seu nome é Naid Rhoemer, e ele falou de alvos
envolvendo embaixadas americanas e britânicas em toda Ásia e sedes da OTAN e ONU.
Dostoievski –Mas
você não disse que eles não possuem um lançador para os mísseis?
Versago –Positivo, só
que em algum outro lugar eles tem um silo para os Zevzda KH-35.
Dostoievski –Um
silo?
Versago –Afirmativo, e também falaram do governador americano sequestrado que ele seria uma arma, e
o ataque ocorrerá no “Ekadashi”.
Dostoievski
–Mustafá...
Mustafá –É verdade, eu ouvi tudo em russo só que eu não reconheço esta palavra “Ekadashi”.
Anna –Senhores, há movimentação dos homens na
sala dos mísseis!
Os dois
homens saíram da primeira sala e foram para a segunda. Versago deu a volta no
corredor e continuou a discutir o assunto com a central:
Versago –Coronel, eu
vou rendê-los e interrogá-los.
Dostoievski –Negativo,
já passou de uma hora que você desmaiou os primeiros vigilantes, logo irão
acordar e alertar a base da sua invasão.
Versago –Senhor, podemos chegar às respostas mais rápido!
Desobedecendo
uma ordem direta de Dostoievski, Versago tentou rendê-los, entrando na sala de
mísseis armado com a pistola com supressor, e disse:
Versago –Parados, não
se mexam, larguem suas armas!
Ignorando, um
deles levou seu rádio codificador à boca e principiou a falar alertando a base. Versago disparou um dardo em um e deu um chute no fuzil do outro homem que ia
erguendo-o para alvejá-lo, logo em seguida saindo na luta corporal com este, só
que se viu obrigado a esfaqueá-lo e matá-lo.
O rádio do primeiro
vigilante alvejado passou a responder no idioma dari. Versago pegou ele e com o
auxílio de Mustafá, passou a dizer:
Rádio –Nicolay, pode
repetir não entendi o que disse!
Versago –Por favor, eu estou aqui com a manutenção e o elevador de carga acabou subindo por
acidente. Pode mandar o “Mohammad” para descê-lo.
Rádio –Positivo.
Mustafá
passou a dizer a Versago:
Mustafá –Versago, você disse a eles que o elevador de carga estava com problemas e pediu para um
Mohammad para descê-lo, vá para lá agora.
Versago –Mohammad?
Mustafá –É um nome
muito popular do islamismo, foi uma jogada de sorte, deve ter alguém chamado
assim aí. Eu fiz isso para não levantar suspeitas, vá agora.
Antes de
correr, ele armou três bombas PEM dentro de cada uma das salas, e ativou o
contador fechando as portas eletrônicas logo em seguida. Quando elas
explodissem, danificaria o sistema eletrônico dos mísseis e das portas que não
abririam mais. Versago também se apossou do rádio do vigilante morto.
Quando chegou ao elevador, ele já estava descendo com o tal Mohammad dentro, e os corpos dos vigilantes que vieram consertar a câmera ainda estavam ali no chão, desmaiados. Versago se escondeu atrás da porta da sala de armas, que dava de frente para a porta do elevador. Quando Mohammad chegou, sua primeira reação foi abaixar e averiguar os corpos dos vigilantes desmaiados, e assim, baixando sua guarda, não foi difícil rendê-lo e desmaiá-lo.
Quando chegou ao elevador, ele já estava descendo com o tal Mohammad dentro, e os corpos dos vigilantes que vieram consertar a câmera ainda estavam ali no chão, desmaiados. Versago se escondeu atrás da porta da sala de armas, que dava de frente para a porta do elevador. Quando Mohammad chegou, sua primeira reação foi abaixar e averiguar os corpos dos vigilantes desmaiados, e assim, baixando sua guarda, não foi difícil rendê-lo e desmaiá-lo.
Ele pegou
então o elevador e começou a subir quando Anna o contatou.
Anna –Versago,
acabei de terminar a triangulação do sinal enviado pra você, ele veio de dentro
da zona militar ou Colmeia, como Dostoievski disse.
Versago –Aqui de
dentro? Como pode ser?
Anna –Não dá pra
saber, mas a pessoa que lhe ajudou está aí em algum lugar, dentro da Colmeia.
Além dos
novos mistérios que passaram a cercar a cabeça de Versago, tinha a mulher
misteriosa que o ajudou, quem seria ela? Por que se autodenominava como “A
Voz?”.
Às vezes, a
ajuda está mais próxima do que nós imaginamos...





Um verdadeiro filme de suspense! Espetacular. Publica mais capítulos,por favor!! kkkk Parabéns pelo trabalho.
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