MÁFIAS RUSSAS E A LAVAGEM DE DINHEIRO
Mikhail cometeu suicídio. Só que ele revelara que o governador Nova Iorquino, Arnold Anderson, tinha uma ligação com tudo o que estava ocorrendo, assim Versago e Kim discutiram a respeito de viajarem para os Estados Unidos para encontrar tal governador.
Três
Anos Antes...
Quando Mara conheceu Nainenejad, ela era dona do esquema de tráfico de armas
que herdou de seu pai. Ganhou todos os clientes que havia antes e conquistou
outros depois, pois sabia muito bem fazer transações que lhe favoreciam, sua
lábia e beleza eram uma combinação letal para realizar seus negócios sujos.
Grande parte dos homens que compunham sua organização criminosa era das
províncias balcânicas, ex-soldados sérvios, na qual tinha muitos negócios em
1999. Depois que a guerra acabou, eles acharam muita vantagem em ter partido com
organizações criminosas que lhes trouxessem recursos financeiros. Outro detalhe
é que os americanos e os britânicos lutaram ao lado de Kosovo na época, através
da OTAN. Eles ainda amargavam o ódio desse episódio, e isso lhes servia de
motivo para serem partícipes com Mara no seu esquema de tráfico.
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| Desfile Militar na Rússia, em frente ao Kremlin. |
Muitos dos arsenais que a União Soviética costumava exibir em seus desfiles militares, poderiam ter ido parar nas mãos desses mafiosos, inclusive ogivas nucleares.
O estado de Israel e a questão Palestina eram as maiores fontes de toda a renda e crescimento das máfias russas. As redes terroristas que lutam contra o estado israelense eram os maiores compradores dos fuzis Kalashnikov e equipamentos bélicos.
Naid com sua história drástica influenciava muitos refugiados árabes a tomarem
posição ao seu lado, sem contar com os já terroristas treinados pelas demais
redes terroristas, que Mara com os seus negócios trazia para sua própria
organização. Conhecida no mundo radical árabe, Mara realizava mais do que só
tráfico de armas, o tráfico humano de soldados era uma nova modalidade de
negócio. Através de manipulação psicológica, Naid e Mara secretamente
aumentavam seu exército particular para apenas um objetivo.
Juntos,
eles planejaram sua missão que nomearam de “um dia, um alvo, uma marca”. Seria
uma data para entrar na história Anglo-americana como a mais marcante de todas.
Mara conseguiu juntar ex-militares
russos e sérvios em um mesmo propósito, a grande maioria sem família, homens imorais
e gananciosos que só pensam em seus fins egoístas, sem objetivo nenhum, além de
árabes islâmicos que acreditavam estarem honrando a Deus e a si mesmos por
terem sido vítimas dos efeitos colaterais que sofreram em muitas das guerras com
seus respectivos inimigos, onde havia envolvimento como os americanos.
Muitos
desses homens foram e ainda eram treinados com armas de fogo num campo nas
proximidades de Petropavlosk, na província Norte do Cazaquistão. Em meio a
grandes dunas de neve, só uma rota levava até este campo, e apenas pessoas
autorizadas podiam entrar. Haviam guardas trajados com o uniforme do exército
Cazaque nas redondezas garantindo a proteção e a proximidade de pessoas
estranhas até este lugar.
Este campo de treinamento era um
mistério tanto para as autoridades cazaques como para a Interpol, que
posteriormente o descobriria. Mara adquiriu uniformes originais das forças
armadas do Cazaquistão para não levantarem suspeita de que aquele local fosse
um centro de treinamento terrorista, mas sim uma junta militar cazaque.
Os homens que ao longo de meses eram treinados ali, na grande maioria eram
árabes com posição já tomada contra os americanos e seus colaboradores, eles
não precisavam ser conhecidos, apenas deveriam ter toda sua documentação autêntica
e ficha limpa. Tudo isso fazia parte do grandioso plano de vingança de Mara e
Naid.

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