MISSÃO OBJETIVA; DARI
8 de agosto,
Cazaquistão.
“Portanto,
mantende-vos firmes, tendo os vossos lombos cingidos com a verdade, e vestindo
a couraça da justiça, e tendo os vossos pés calçados do equipamento das boas
novas de paz. Acima de tudo, tomai o grande escudo da fé, com que podereis
apagar todos os projéteis ardentes do iníquo. Aceitai também o capacete de
salvação e a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus...” (Efésios 6:14 ao 16)
Versago interpretava
tal passagem bíblica como um incentivo para guerrear contra todos os inimigos
que tornavam o mundo pior. Só que a couraça da justiça era um colete à prova de
balas, seus calçados das boas novas era um coturno militar, seu escudo da fé
eram seus ideais de justiça e nessa missão, seu capacete de salvação era uma
touca ninja, e a espada do espírito, um fuzil FAMAS.
![]() |
| Smith & Wesson 39; MK22 |
Tecnologia e
equipamento é o que não faltava para Versago, sua missão não era matar, e sim
investigar. Ele estava vestido com o mesmo traje militar dos guardas que faziam a vigilância daquela base, porém, carregava consigo uma pistola semiautomática
Smith & Wesson, modelo MK-22, com
supressor para disparar dardos tranquilizantes de Etorfina e Naxolona.
![]() |
| Taser Stun Gun Arma de Eletrochoque. |
Também carregava um Taser Stun Gun,
arma de eletrochoque que causa o desmaio da vítima.
Além disso, tinha consigo
algumas bombas não letais PEM, com contadores digitais que soltam um pulso
eletromagnético que frita circuitos eletrônicos em seu raio de alcance, no caso
para danificar câmeras do circuito interno de filmagem e rádios
comunicadores.
Greg colocou em seu
ouvido um fone que por sinal, transmitiria mensagens por voz em tempo
real, enviadas pelo radio decodificador em seu pulso esquerdo. Estímulos
vibrantes na sua orelha fariam com que só ele ouvisse quando o rádio o
chamasse.
Versago saltou de um helicóptero aproximadamente
6 km de distância da zona militar. O vento ensurdecedor assobiava aquela
nevasca que parecia interminável. Aos passos curtos. ele começou a caminhar. Ao
se aproximar da base, ele viu um daqueles caminhões com a bandeira da Rússia gravada
em sua lateral entrando pela entrada principal. O caminhão parou do lado da
guarita de guardas que analisavam alguns papéis, para liberarem a entrada.
Apercebendo-se que o baú estava aberto, subiu a bordo e encostou-se atrás de uma
das caixas que estavam sendo transportadas. Logo o caminhão começou a andar.
Versago percebeu um impasse que dificultou muito a missão. Os três homens que
estavam na cabine do motorista estavam conversando, e ele não entendia nada do
que era dito, porque a língua dialogada ali aparentava ser o árabe e não era
nenhum dos idiomas que aprendera a falar até então.
Versago recebeu uma chamada no seu
codec. Era Roy Dostoievski. que estava coordenando a missão:
Dostoievski –Versago... Qual a situação?
Versago
–Estou dentro. coronel, há um problema gravíssimo na qual precisarei de ajuda. Creio que os soldados vigilantes são todos árabes muçulmanos, e eu não conseguirei
me comunicar no idioma deles.
Roy Dostoievski já tinha ganhado status
de coronel quando fazia parte do exército vermelho da antiga União Soviética. Quando o Cazaquistão se tornou independente em 1991, ele entrou para o novo
regimento cazaque porque era originário de Alma-Ata, capital do país.
Como cidadão cazaque, em 1997 ele aposentou-se do exército, sendo convocado logo em seguida pelo governo para gerenciar um departamento da KNB, onde estava até a atualidade. Por isso, Versago dirigiu-se a ele como coronel.
Como cidadão cazaque, em 1997 ele aposentou-se do exército, sendo convocado logo em seguida pelo governo para gerenciar um departamento da KNB, onde estava até a atualidade. Por isso, Versago dirigiu-se a ele como coronel.
Dostoievski –Já estou providenciando um intérprete para auxiliá-lo. Qual a sua
exata localização, neste momento?
Versago
–Estou dentro de um caminhão, com umas caixas cheias de alimentos, macarrão e
verduras...
Dostoievski –Positivo... Vemos a imagem em tempo real via satélite, e temos sua
localização no radar, sabemos em qual caminhão está.
De repente uma outra voz, desta vez feminina, passou a conversar com Versago:
-Seus batimentos cardíacos estão
oscilando entre oitenta e noventa, enquanto seu coração pulsar não perderemos
seu sinal e sua localização.
Versago
–Huh... Quem é que falou isto?
Dostoievski –Me desculpe Versago, esqueci de mencionar Anna Kiev. Ela irá monitorá-lo
por um sistema de radar por infravermelho, lhe orientando através do seu codec.
Anna
–É um prazer enorme trabalhar com você, Versago. Sou Anna Kiev, operadora de
radar, e irei auxiliá-lo. Posso antecipar quantos guardas você encontrará atrás
de uma porta antes de abri-la, através das imagens infravermelho que
disponibilizo via satélite.
Dostoievski –Versago, o codec em seu pulso esquerdo está neste momento captando
seus batimentos cardíacos, ele também é um rastreador que irá nos fornecer sua
exata localização, enquanto seu coração bater. Para entrar em contato comigo ou
com Anna, basta apenas posicionar a frequência do codec em 171.52, positivo?
Versago
–Positivo.
Uns dois vigilantes apareceu na traseira do
caminhão, pegando algumas caixas e falou algo para Versago, que não entendeu
nada. Ele presumiu que disseram algo sobre descarregar o caminhão. Sem dizer
nada, apenas gesticulou e começou a passar as caixas de alimentos para os homens, ajudando-os a descarregar.
Ainda ventava muito, Versago saiu do caminhão e lembrou-se
de como os vigilantes agiam quando estudava suas ações via satélite, e passou a
agir do mesmo modo. Sem levantar suspeitas, começou a averiguar o local como se
estivesse de vigília.
Versago entrou em contato com Anna:
Versago
–Anna, você está me vendo?
Anna
–Sim, estou.
Versago
–Este lugar onde estou pisando é uma espécie de heliporto, o chão é bem firme
com concreto, e há umas lâmpadas avermelhadas desligadas circulando este lugar, a
qual a neve está cobrindo, cujas imagens via satélite não conseguem mostrar.
Anna
–Positivo, não dá para notar.
O objetivo principal de Versago era
averiguar os andares do subsolo. Ele sabia que abaixo de seus pés estavam sendo
realizado algo muito ameaçador, mas não sabia o que era.
Além da torre de vigilância, havia dois
abrigos, onde ele suspeitava que fossem da entrada para os níveis inferiores. Seu plano não incluía que todos ali falassem um idioma desconhecido. Por isso, ele teve de pensar numa
nova estratégia que não levantasse suspeitas. Assim, procurava ficar afastado
dos demais, para não terem a iniciativa de conversarem com ele, quebrando o seu
disfarce.
Olhando seu codec debaixo das mangas da jaqueta militar que vestia,
viu que o relógio marcava vinte e uma horas e dezenove minutos, e lembrou que os
dias que ficou estudando a movimentação desta zona militar, às dez horas os
soldados entravam em um dos abrigos, na troca de turno.
De repente seu codec o chamou:
Dostoievski –Versago, consegui um intérprete de árabe pra você, seu nome é Mustafá
Abdo Ahmad. Ele está na frequência de 171.86, pode contatá-lo.
Versago imediatamente ajustou a frequência
de seu codec para o número que o coronel lhe passara, e entrou em contato com
Mustafá.
Versago
–Mustafá Ahmad!
Mustafá
–Estava esperando seu contato, sou Mustafá
Abdo Ahmad, intérprete de línguas da OSCE. Fui indicado por Vassili para
colaborar na sua missão, e estou às suas ordens.
Versago
–Positivo, eu preciso que você esteja o tempo todo comigo, traduzindo tudo o que
for dito pelos árabes, e se possível, me transmitindo uma fonética em árabe, para
que eu possa me comunicar com eles, okay.
Mustafá –Okay
Versago, na verdade, talvez eles não sejam árabes. Eu ouvi os últimos minutos
que seu codec gravou, e eles estavam falando num idioma afegão, o dari.
Versago
–Dari?
Mustafá
–Sim, o dari é uma das duas línguas oficiais do Afeganistão, a outra é o pushtu.
Versago
–Entendi. Você tem como me ensinar improvisadamente?
Mustafá
–Não será difícil, só que antes eu preciso realizar um pequeno exercício com
você, para treinar sua fonética.
Nos dez minutos seguintes, Mustafá
explicou algo bem básico do idioma dari para Julius, e treinou algumas palavras
com ele para uma reação rápida, se fosse o caso. Julius já sabia falar quatro tipos
de línguas fluentemente, inglês, espanhol, francês e russo, isso mostra que já
tinha experiência em aprender outro idioma.
Versago
–Acho que entendi, vamos testar como se diz: "você tem um cigarro", em dari?
Com a fonética na ponta da língua, Versago caminhou até um dos vigilantes que observara algum tempo fumando, e
repetiu o que Mustafá havia-lhe dito. Sem suspeitar, o guarda tirou um cigarro
de seu maço e deu-lhe, emprestando também o seu isqueiro para acendê-lo. A missão
não estava tão ameaçada assim.
Seu codec tinha a capacidade de captar
qualquer áudio há pelo menos cinco metros ao seu redor. A missão de Julius
estava sendo transmitida em tempo real para um quarto de hotel em Petropavlosk,
preparado pela KNB como a central dessa operação, donde Dostoievski estava
dirigindo tudo juntamente de sua equipe, porém, Mustafá estava em seu
escritório colaborando com a missão, em Alma-Ata.
O próximo passo era fazer o
reconhecimento estrutural da zona militar. O relógio no codec marcava vinte e
uma horas e cinquenta e sete minutos, e em três minutos aconteceria à troca de
turno. Seria este o melhor momento. Quando tocou uma espécie de sirene, os
guardas permaneceram em seus lugares, até um grupo sair de um dos abrigos.
Só
então houve aquela caminhada aglomerada em direção a um dos abrigos. Versago foi
o último de todos a entrar. Olhando atentamente à sua volta dentro do abrigo, ele notou na recepção umas placas indicativas no teto que no alfabeto cirílico
e naquele que provavelmente seria o dari, informava onde ficavam os elevadores,
o toalete e outras salas do andar térreo. Era presumível que nem todos ali deveriam
ser afegãos ou árabes, com certeza havia russos ou qualquer um natural dos
países da ex-União Soviética, que aderiram às variações do alfabeto cirílico
como idioma.
Alguns que entravam, tomavam a ação
involuntária de tirar suas toucas de proteção, outros permaneciam com ela. Num
corredor, porém, havia um vigilante administrando uma catraca bloqueada, que só
liberava a entrada com um cartão de acesso que todos ali pareciam ter, exceto
Versago. Ainda de touca, ele voltou para trás e foi para o toalete como a placa
que vira anteriormente indicava.
Dentro do toalete, haviam três homens
conversando também em dari. Calado, entrou num dos banheiros e encostou a porta, onde permaneceu. Quando aquela conversa acabou, só havia sobrado um. Notando
isso, Versago saiu do banheiro, caminhou até a porta do toalete e a trancou pelo lado de
dentro, e voltando, desferiu um golpe de eletrochoque Taser neste vigilante, fazendo-o
desmaiar.
Logo em seguida, o revistou e colocou seu corpo mole sentado numa
privada, dentro dos banheiros, trancando também a porta pelo lado de dentro e
pulando para o banheiro ao lado, como se nada tivesse acontecido. Com o cartão de acesso do vigilante
desmaiado, Versago ergueu sua touca até a altura da testa, e entrou em contato
com Dostoievski, pelo codec:
Versago
–Consegui um cartão de acesso!
Dostoievski –Muito bem! Precisamos nos apressar, e ver se estes terroristas possuem
algum tipo de arma de destruição em massa.
Versago
–Coronel, tem algo muito errado com este lugar.
Dostoievski –Mm... Por quê você acha isso?
Versago
–Se este lugar não existia há pelo menos cinco anos, como constam nos registros
cazaque, seria impossível Mara ter financiado e construído algo tão grande, em
tão pouco tempo. Além do mais, com o clima desta região, seria perceptível para
qualquer um em Petropavlosk e as regiões vizinhas uma ação tomada aqui de
construção.
Desacreditando a tese de Versago,
Dostoievski afirmou:
Dostoievski –Mara é uma mulher muito esperta, e com muitos recursos. Ela deve ter
elaborado um jeito de camuflar tal obra.
Versago
–Admito que é difícil crer, pois quando eu estava próximo aos elevadores, vi um
quadro informativo que diz que há pelo menos três andares abaixo de meus pés, mesmo
com algumas centenas de pás não seria possível construir algo dessa magnitude
sem máquinas, ainda mais com este terrível clima, castigando esta região do
Cazaquistão.
Indiferente, seu coronel deu-lhe razão
para encerrar o assunto ali.
Dostoievski –Talvez tenha razão.
Saindo do toalete e passando pela
catraca, ele deu uma boa olhada no quadro que informava sobre os andares abaixo, e gravou onde teria de ir.
O quadro dizia:
T – Recepção, Enfermaria, Copa,
Depósito Alimentício.
B1 – Quartos, Chuveiros, Livraria, Sala
de Estar.
B2 – Sala de Mísseis, Sala de Armas,
Acesso à Antena.
B3 –Laboratório, Sala de Testes.
Uma coisa incomodava Versago no quadro, "Livraria" e a "Sala de Estar". Ele se perguntava: “Desde quando soldados tinham mordomia
como tais! Ainda mais terroristas! Ou Mara preza o bem estar de seus homens ou
ela está formando advogados para lhe defenderem quando for detida!”.
Tinha pelo menos quatro pessoas
esperando um dos dois elevadores para o subsolo. Quando entraram, Versago ficou
atrás de todos no elevador para ninguém notá-lo, sempre sério e de cabeça baixa, procurando evitar as câmeras internas. Embora estivesse vestido com o mesmo uniforme dos
vigilantes ali, havia um risco grande de ser reconhecido e capturado.
Os homens dentro do elevador
conversavam, e o áudio era transmitido ao vivo para a central de operação, e
Mustafá ouvia e traduzia tudo para Versago, de seu escritório.
Mustafá
–Versago, eles estão falando com euforia de um treinamento que um homem chamado “Omer”
impôs a eles há duas semanas, não entendo, falam como se estivessem nos Estados
Unidos, atirando para todo lado.
Versago
-...
Mustafá
–Falam de uma viagem que vão fazer amanhã para os Estados Unidos.
Quando o elevador chegou ao andar B1, Versago
viu placas iguais as da recepção no andar térreo, só que informando os caminhos
dos lugares neste andar. Assim, ele foi até os chuveiros para poder se comunicar
com a central. Nos chuveiros, dentro do vestiário, chamou Mustafá no seu codec.
Versago
–Mustafá, você disse uma viagem para os Estados Unidos?
Mustafá –Isso, foi isso que um deles falou.
Versago
–Coronel, ouviu isto?
Dostoievski –Sim Versago, estamos falando de um atentado terrorista, pelo que me
parece.
Anna
–Senhores, estou detectando a aproximação de três pontos de calor indo em direção
aos chuveiros.
Versago
–Coronel, diga para o Greg pesquisar tudo sobre a fonética do nome ou sobrenome de
“Umer” ou “Omer”.
Mustafá
–Não é bom perder o tempo com isso agora, pois só temos a fonética desse nome, não sabemos como é sânscrito.
Dostoievski – Vo...
Anna
–Christopher, cuidado!
A operadora de radar Anna havia avisado
da aproximação de três homens onde Versago estava, quando Dostoievski começou a
falar algo, três homens só de toalhas na cintura o flagraram no chuveiro de
roupa e em dari começaram a dizer:
-Hei você aí, vai tomar banho de roupa?!
-Você estava falando sozinho?
Com calma, Mustafá pronunciou para Versago a fonética do que ele devia responder...
Versago
–Não, eu gosto de privacidade para orar a Alláh.
-E isso no seu braço, é muito
sofisticado, o que é?
Versago
–É apenas um relógio de pulso, bugiganga chinesa.
-Estranho, por que eu não me lembro de
você?
Versago
–É por que eu cheguei ontem aqui.
-Mas a última transferência foi semana
retrasada, e seu sotaque é estranho!
![]() |
| ETORFINA, uma poderosa substância utilizada como tranquilizante para animais de grande porte, uma única gota pode matar um humano, tendo que possuir combinações de substâncias de efeito reverso. |
Versago apenas seguia o que Mustafá
falava, sem entender nada do que dizia. Mesmo assim percebeu por si só que
aqueles homens pareciam não estar acreditando em nada do que ele estava falando.
Então involuntariamente Versago abriu o chuveiro, que passou a molhar todo o
chão, e mesmo desarmados, os homens não se intimidaram com o fuzil pendurado ao seu
pescoço e atacaram Versago, que por sua vez se esquivou do primeiro.
Dando um murro no segundo homem que vinha atrás, desequilibrando-o, o terceiro homem levantou a guarda contra ele e foi derrubado numa rasteira, caindo de costas no chão molhado.
Dando um murro no segundo homem que vinha atrás, desequilibrando-o, o terceiro homem levantou a guarda contra ele e foi derrubado numa rasteira, caindo de costas no chão molhado.
Vendo que todos estavam descalços, Versago sacou o Taser, colocando-o no chão e ativou, eletrificando todos de uma só vez. O próprio
Versago não foi afetado, por causa do coturno militar emborrachado que usava.
![]() |
| NAXOLONA usado para equilibrar o efeito da Etorfina evitando a mortalidade dos alvos que são atingidos por dardos tranquilizantes. Eles desmaiam instantaneamente. |
Anna
–Versago, mais dois homens na porta!
Os gritos dos homens que foram
eletrificados com o Taser chamaram a atenção de mais dois homens que vinham
tomar banho, e correram para ver o que estava acontecendo.
Versago correu e
encostou-se à parede do lado da porta, o primeiro que vinha passou batido sem
percebê-lo, e quando o segundo entrou ele ergueu sua perna direita na altura da
cabeça dando-lhe um chute na boca.
O homem que passou batido virou-se, e Versago para acabar logo com o combate, sacou sua pistola com supressor e apontou para ele, e, disparando o dardo tranquilizante, o fez desmaiar instantaneamente.
O homem que passou batido virou-se, e Versago para acabar logo com o combate, sacou sua pistola com supressor e apontou para ele, e, disparando o dardo tranquilizante, o fez desmaiar instantaneamente.
Expressando preocupação, Anna deu um
suspiro perceptível por Versago através do codec, que se expressou em seguida:
Versago
–Anna desculpe-me, não lhe dei ouvidos.
Anna
–Quase falhei...
Versago
–A falha não foi sua. Coronel, você ia me dizer algo?
Dostoievski –Eu ia apoiar Mustafá, dizendo pra você se preocupar com a missão, que
a investigação aqui fora, nós damos um jeito.
Mustafá –Versago, desculpe-me, eu tentei contornar a situação, mas não consegui.
Dostoievski –Precisamos nos concentrar de volta à missão, o choque que você deu
nestes homens com o Taser atinge o centro nervoso deles, fazendo-os desmaiar por
uma hora, aproximadamente.
Versago
–Positivo.
Versago com todas as suas especialidades, se livrou do perigo, e não alertou a zona militar. Ele ainda tinha uma missão a
cumprir. Na central, onde Anna Kiev e o Coronel Roy Dostoievski estavam, havia
uma discussão a respeito do batismo da operação, que ainda não tinha sido dado, devido à pressa com que tudo fora realizado.
Assim, com o impasse que surgiu a respeito
do idioma, passaram a chamar de: "Missão Objetiva: Dari".




Incrível esse capítulo. Ao ler, a gente pode nitidamente imaginar as situações. Parece um filme! Parabéns!!
ResponderExcluir