Sinopse

Dois de Novembro traz um conto fictício de investigação, que fará o leitor realizar uma viagem pelo século XX, conforme os enigmas são desvendados. Procurei realizar um equilíbrio entre a ficção e a realidade, relacionando personagens com grandes personalidades do século passado até a atualidade. Normalmente o leitor verá fotografias ilustrativas dessas personalidades e também de símbolos das organizações que atuam ou atuaram nesse período. Qualquer evento futuro que venha a ocorrer no mundo que se iguale às fábulas desse livro não passará de mera coincidência!

Capítulo 12; Missão Objetiva: Dari

MISSÃO OBJETIVA; DARI

         8 de agosto, Cazaquistão.


         “Portanto, mantende-vos firmes, tendo os vossos lombos cingidos com a verdade, e vestindo a couraça da justiça, e tendo os vossos pés calçados do equipamento das boas novas de paz. Acima de tudo, tomai o grande escudo da fé, com que podereis apagar todos os projéteis ardentes do iníquo. Aceitai também o capacete de salvação e a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus...” (Efésios 6:14 ao 16)

    Versago interpretava tal passagem bíblica como um incentivo para guerrear contra todos os inimigos que tornavam o mundo pior. Só que a couraça da justiça era um colete à prova de balas, seus calçados das boas novas era um coturno militar, seu escudo da fé eram seus ideais de justiça e nessa missão, seu capacete de salvação era uma touca ninja, e a espada do espírito, um fuzil FAMAS.

Smith & Wesson 39; MK22 

      Tecnologia e equipamento é o que não faltava para Versago, sua missão não era matar, e sim investigar. Ele estava vestido com o mesmo traje militar dos guardas que faziam a vigilância daquela base, porém, carregava consigo uma pistola semiautomática Smith & Wesson, modelo MK-22, com supressor para disparar dardos tranquilizantes de Etorfina e Naxolona.

Taser Stun Gun Arma de Eletrochoque.

     Também carregava um Taser Stun Gun, arma de eletrochoque que causa o desmaio da vítima. 

      Além disso, tinha consigo algumas bombas não letais PEM, com contadores digitais que soltam um pulso eletromagnético que frita circuitos eletrônicos em seu raio de alcance, no caso para danificar câmeras do circuito interno de filmagem e rádios comunicadores. 

     Greg colocou em seu ouvido um fone que por sinal, transmitiria mensagens por voz em tempo real, enviadas pelo radio decodificador em seu pulso esquerdo. Estímulos vibrantes na sua orelha fariam com que só ele ouvisse quando o rádio o chamasse.

         Versago saltou de um helicóptero aproximadamente 6 km de distância da zona militar. O vento ensurdecedor assobiava aquela nevasca que parecia interminável. Aos passos curtos. ele começou a caminhar. Ao se aproximar da base, ele viu um daqueles caminhões com a bandeira da Rússia gravada em sua lateral entrando pela entrada principal. O caminhão parou do lado da guarita de guardas que analisavam alguns papéis, para liberarem a entrada. 

      Apercebendo-se que o baú estava aberto, subiu a bordo e encostou-se atrás de uma das caixas que estavam sendo transportadas. Logo o caminhão começou a andar. Versago percebeu um impasse que dificultou muito a missão. Os três homens que estavam na cabine do motorista estavam conversando, e ele não entendia nada do que era dito, porque a língua dialogada ali aparentava ser o árabe e não era nenhum dos idiomas que aprendera a falar até então.

         Versago recebeu uma chamada no seu codec. Era Roy Dostoievski. que estava coordenando a missão:

         Dostoievski –Versago... Qual a situação?

         Versago –Estou dentro. coronel, há um problema gravíssimo na qual precisarei de ajuda. Creio que os soldados vigilantes são todos árabes muçulmanos, e eu não conseguirei me comunicar no idioma deles.

         Roy Dostoievski já tinha ganhado status de coronel quando fazia parte do exército vermelho da antiga União Soviética. Quando o Cazaquistão se tornou independente em 1991, ele entrou para o novo regimento cazaque porque era originário de Alma-Ata, capital do país. 

      Como cidadão cazaque, em 1997 ele aposentou-se do exército, sendo convocado logo em seguida pelo governo para gerenciar um departamento da KNB, onde estava até a atualidade. Por isso, Versago dirigiu-se a ele como coronel.

         Dostoievski –Já estou providenciando um intérprete para auxiliá-lo. Qual a sua exata localização, neste momento?

         Versago –Estou dentro de um caminhão, com umas caixas cheias de alimentos, macarrão e verduras...

         Dostoievski –Positivo... Vemos a imagem em tempo real via satélite, e temos sua localização no radar, sabemos em qual caminhão está.

         De repente uma outra voz, desta vez feminina, passou a conversar com Versago:

         -Seus batimentos cardíacos estão oscilando entre oitenta e noventa, enquanto seu coração pulsar não perderemos seu sinal e sua localização.

         Versago –Huh... Quem é que falou isto?

         Dostoievski –Me desculpe Versago, esqueci de mencionar Anna Kiev. Ela irá monitorá-lo por um sistema de radar por infravermelho, lhe orientando através do seu codec.

         Anna –É um prazer enorme trabalhar com você, Versago. Sou Anna Kiev, operadora de radar, e irei auxiliá-lo. Posso antecipar quantos guardas você encontrará atrás de uma porta antes de abri-la, através das imagens infravermelho que disponibilizo via satélite.

         Dostoievski –Versago, o codec em seu pulso esquerdo está neste momento captando seus batimentos cardíacos, ele também é um rastreador que irá nos fornecer sua exata localização, enquanto seu coração bater. Para entrar em contato comigo ou com Anna, basta apenas posicionar a frequência do codec em 171.52, positivo?
        
         Versago –Positivo.

          Uns dois vigilantes apareceu na traseira do caminhão, pegando algumas caixas e falou algo para Versago, que não entendeu nada. Ele presumiu que disseram algo sobre descarregar o caminhão. Sem dizer nada, apenas gesticulou e começou a passar as caixas de alimentos para os homens, ajudando-os a descarregar. 

            Ainda ventava muito, Versago saiu do caminhão e lembrou-se de como os vigilantes agiam quando estudava suas ações via satélite, e passou a agir do mesmo modo. Sem levantar suspeitas, começou a averiguar o local como se estivesse de vigília.

         Versago entrou em contato com Anna:

         Versago –Anna, você está me vendo?

         Anna –Sim, estou.
        
         Versago –Este lugar onde estou pisando é uma espécie de heliporto, o chão é bem firme com concreto, e há umas lâmpadas avermelhadas desligadas circulando este lugar, a qual a neve está cobrindo, cujas imagens via satélite não conseguem mostrar.

         Anna –Positivo, não dá para notar.

         O objetivo principal de Versago era averiguar os andares do subsolo. Ele sabia que abaixo de seus pés estavam sendo realizado algo muito ameaçador, mas não sabia o que era.

         Além da torre de vigilância, havia dois abrigos, onde ele suspeitava que fossem da entrada para os níveis inferiores. Seu plano não incluía que todos ali falassem um idioma desconhecido. Por isso, ele teve de pensar numa nova estratégia que não levantasse suspeitas. Assim, procurava ficar afastado dos demais, para não terem a iniciativa de conversarem com ele, quebrando o seu disfarce.
    
           Olhando seu codec debaixo das mangas da jaqueta militar que vestia, viu que o relógio marcava vinte e uma horas e dezenove minutos, e lembrou que os dias que ficou estudando a movimentação desta zona militar, às dez horas os soldados entravam em um dos abrigos, na troca de turno.

         De repente seu codec o chamou:

         Dostoievski –Versago, consegui um intérprete de árabe pra você, seu nome é Mustafá Abdo Ahmad. Ele está na frequência de 171.86, pode contatá-lo.

         Versago imediatamente ajustou a frequência de seu codec para o número que o coronel lhe passara, e entrou em contato com Mustafá.

         Versago –Mustafá Ahmad!

         Mustafá –Estava esperando seu contato, sou Mustafá Abdo Ahmad, intérprete de línguas da OSCE. Fui indicado por Vassili para colaborar na sua missão, e estou às suas ordens.

         Versago –Positivo, eu preciso que você esteja o tempo todo comigo, traduzindo tudo o que for dito pelos árabes, e se possível, me transmitindo uma fonética em árabe, para que eu possa me comunicar com eles, okay.
        
         Mustafá –Okay Versago, na verdade, talvez eles não sejam árabes. Eu ouvi os últimos minutos que seu codec gravou, e eles estavam falando num idioma afegão, o dari.

         Versago –Dari?

         Mustafá –Sim, o dari é uma das duas línguas oficiais do Afeganistão, a outra é o pushtu.

         Versago –Entendi. Você tem como me ensinar improvisadamente?

         Mustafá –Não será difícil, só que antes eu preciso realizar um pequeno exercício com você, para treinar sua fonética.

         Nos dez minutos seguintes, Mustafá explicou algo bem básico do idioma dari para Julius, e treinou algumas palavras com ele para uma reação rápida, se fosse o caso. Julius já sabia falar quatro tipos de línguas fluentemente, inglês, espanhol, francês e russo, isso mostra que já tinha experiência em aprender outro idioma.

         Versago –Acho que entendi, vamos testar como se diz: "você tem um cigarro", em dari?

         Com a fonética na ponta da língua, Versago caminhou até um dos vigilantes que observara algum tempo fumando, e repetiu o que Mustafá havia-lhe dito. Sem suspeitar, o guarda tirou um cigarro de seu maço e deu-lhe, emprestando também o seu isqueiro para acendê-lo. A missão não estava tão ameaçada assim.

         Seu codec tinha a capacidade de captar qualquer áudio há pelo menos cinco metros ao seu redor. A missão de Julius estava sendo transmitida em tempo real para um quarto de hotel em Petropavlosk, preparado pela KNB como a central dessa operação, donde Dostoievski estava dirigindo tudo juntamente de sua equipe, porém, Mustafá estava em seu escritório colaborando com a missão, em Alma-Ata.

        O próximo passo era fazer o reconhecimento estrutural da zona militar. O relógio no codec marcava vinte e uma horas e cinquenta e sete minutos, e em três minutos aconteceria à troca de turno. Seria este o melhor momento. Quando tocou uma espécie de sirene, os guardas permaneceram em seus lugares, até um grupo sair de um dos abrigos.

      Só então houve aquela caminhada aglomerada em direção a um dos abrigos. Versago foi o último de todos a entrar. Olhando atentamente à sua volta dentro do abrigo, ele notou na recepção umas placas indicativas no teto que no alfabeto cirílico e naquele que provavelmente seria o dari, informava onde ficavam os elevadores, o toalete e outras salas do andar térreo. Era presumível que nem todos ali deveriam ser afegãos ou árabes, com certeza havia russos ou qualquer um natural dos países da ex-União Soviética, que aderiram às variações do alfabeto cirílico como idioma.

         Alguns que entravam, tomavam a ação involuntária de tirar suas toucas de proteção, outros permaneciam com ela. Num corredor, porém, havia um vigilante administrando uma catraca bloqueada, que só liberava a entrada com um cartão de acesso que todos ali pareciam ter, exceto Versago. Ainda de touca, ele voltou para trás e foi para o toalete como a placa que vira anteriormente indicava.

           Dentro do toalete, haviam três homens conversando também em dari. Calado, entrou num dos banheiros e encostou a porta, onde permaneceu. Quando aquela conversa acabou, só havia sobrado um. Notando isso, Versago saiu do banheiro, caminhou até a porta do toalete e a trancou pelo lado de dentro, e voltando, desferiu um golpe de eletrochoque Taser neste vigilante, fazendo-o desmaiar.

        Logo em seguida, o revistou e colocou seu corpo mole sentado numa privada, dentro dos banheiros, trancando também a porta pelo lado de dentro e pulando para o banheiro ao lado, como se nada tivesse acontecido. Com o cartão de acesso do vigilante desmaiado, Versago ergueu sua touca até a altura da testa, e entrou em contato com Dostoievski, pelo codec:
        
         Versago –Consegui um cartão de acesso!

         Dostoievski –Muito bem! Precisamos nos apressar, e ver se estes terroristas possuem algum tipo de arma de destruição em massa.

         Versago –Coronel, tem algo muito errado com este lugar.

         Dostoievski –Mm... Por quê você acha isso?

         Versago –Se este lugar não existia há pelo menos cinco anos, como constam nos registros cazaque, seria impossível Mara ter financiado e construído algo tão grande, em tão pouco tempo. Além do mais, com o clima desta região, seria perceptível para qualquer um em Petropavlosk e as regiões vizinhas uma ação tomada aqui de construção.

         Desacreditando a tese de Versago, Dostoievski afirmou:

         Dostoievski –Mara é uma mulher muito esperta, e com muitos recursos. Ela deve ter elaborado um jeito de camuflar tal obra.

         Versago –Admito que é difícil crer, pois quando eu estava próximo aos elevadores, vi um quadro informativo que diz que há pelo menos três andares abaixo de meus pés, mesmo com algumas centenas de pás não seria possível construir algo dessa magnitude sem máquinas, ainda mais com este terrível clima, castigando esta região do Cazaquistão.

         Indiferente, seu coronel deu-lhe razão para encerrar o assunto ali.

         Dostoievski –Talvez tenha razão.

         Saindo do toalete e passando pela catraca, ele deu uma boa olhada no quadro que informava sobre os andares abaixo, e gravou onde teria de ir.

         O quadro dizia:

         T – Recepção, Enfermaria, Copa, Depósito Alimentício.

         B1 – Quartos, Chuveiros, Livraria, Sala de Estar.
        
         B2 – Sala de Mísseis, Sala de Armas, Acesso à Antena.

         B3 –Laboratório, Sala de Testes.

         Uma coisa incomodava Versago no quadro, "Livraria" e a "Sala de Estar". Ele se perguntava: “Desde quando soldados tinham mordomia como tais! Ainda mais terroristas! Ou Mara preza o bem estar de seus homens ou ela está formando advogados para lhe defenderem quando for detida!”.

         Tinha pelo menos quatro pessoas esperando um dos dois elevadores para o subsolo. Quando entraram, Versago ficou atrás de todos no elevador para ninguém notá-lo, sempre sério e de cabeça baixa, procurando evitar as câmeras internas. Embora estivesse vestido com o mesmo uniforme dos vigilantes ali, havia um risco grande de ser reconhecido e capturado.

         Os homens dentro do elevador conversavam, e o áudio era transmitido ao vivo para a central de operação, e Mustafá ouvia e traduzia tudo para Versago, de seu escritório.

         Mustafá –Versago, eles estão falando com euforia de um treinamento que um homem chamado “Omer” impôs a eles há duas semanas, não entendo, falam como se estivessem nos Estados Unidos, atirando para todo lado.

         Versago -...

         Mustafá –Falam de uma viagem que vão fazer amanhã para os Estados Unidos.

         Quando o elevador chegou ao andar B1, Versago viu placas iguais as da recepção no andar térreo, só que informando os caminhos dos lugares neste andar. Assim, ele foi até os chuveiros para poder se comunicar com a central. Nos chuveiros, dentro do vestiário, chamou Mustafá no seu codec.

         Versago –Mustafá, você disse uma viagem para os Estados Unidos?

         Mustafá –Isso, foi isso que um deles falou.
        
         Versago –Coronel, ouviu isto?

         Dostoievski –Sim Versago, estamos falando de um atentado terrorista, pelo que me parece.

         Anna –Senhores, estou detectando a aproximação de três pontos de calor indo em direção aos chuveiros.

         Versago –Coronel, diga para o Greg pesquisar tudo sobre a fonética do nome ou sobrenome de “Umer” ou “Omer”.

         Mustafá –Não é bom perder o tempo com isso agora, pois só temos a fonética desse nome, não sabemos como é sânscrito.

         Dostoievski – Vo...

         Anna –Christopher, cuidado!

         A operadora de radar Anna havia avisado da aproximação de três homens onde Versago estava, quando Dostoievski começou a falar algo, três homens só de toalhas na cintura o flagraram no chuveiro de roupa e em dari começaram a dizer:

         -Hei você aí, vai tomar banho de roupa?!

         -Você estava falando sozinho?

         Com calma, Mustafá pronunciou para Versago a fonética do que ele devia responder...

         Versago –Não, eu gosto de privacidade para orar a Alláh.

         -E isso no seu braço, é muito sofisticado, o que é?

         Versago –É apenas um relógio de pulso, bugiganga chinesa.

         -Estranho, por que eu não me lembro de você?
        
         Versago –É por que eu cheguei ontem aqui.

         -Mas a última transferência foi semana retrasada, e seu sotaque é estranho!

ETORFINA, uma poderosa substância utilizada como      
tranquilizante para animais de grande porte, uma
única gota pode matar um humano, tendo que possuir
combinações de substâncias de efeito reverso.
     Versago apenas seguia o que Mustafá falava, sem entender nada do que dizia. Mesmo assim percebeu por si só que aqueles homens pareciam não estar acreditando em nada do que ele estava falando.
   
      Então involuntariamente Versago abriu o chuveiro, que passou a molhar todo o chão, e mesmo desarmados, os homens não se intimidaram com o fuzil pendurado ao seu pescoço e atacaram Versago, que por sua vez se esquivou do primeiro.

    Dando um murro no segundo homem que vinha atrás, desequilibrando-o, o terceiro homem levantou a guarda contra ele e foi derrubado numa rasteira, caindo de costas no chão molhado.

      Vendo que todos estavam descalços, Versago sacou o Taser, colocando-o no chão e ativou, eletrificando todos de uma só vez. O próprio Versago não foi afetado, por causa do coturno militar emborrachado que usava.
        
NAXOLONA usado para equilibrar o efeito da Etorfina
evitando a mortalidade dos alvos que são atingidos por
 dardos tranquilizantes. Eles desmaiam instantaneamente.
         Anna –Versago, mais dois homens na porta!

        Os gritos dos homens que foram eletrificados com o Taser chamaram a atenção de mais dois homens que vinham tomar banho, e correram para ver o que estava acontecendo. 

      Versago correu e encostou-se à parede do lado da porta, o primeiro que vinha passou batido sem percebê-lo, e quando o segundo entrou ele ergueu sua perna direita na altura da cabeça dando-lhe um chute na boca. 

        O homem que passou batido virou-se, e Versago para acabar logo com o combate, sacou sua pistola com supressor e apontou para ele, e, disparando o dardo tranquilizante, o fez desmaiar instantaneamente.

         Expressando preocupação, Anna deu um suspiro perceptível por Versago através do codec, que se expressou em seguida:
        
         Versago –Anna desculpe-me, não lhe dei ouvidos.

         Anna –Quase falhei...

         Versago –A falha não foi sua. Coronel, você ia me dizer algo?

         Dostoievski –Eu ia apoiar Mustafá, dizendo pra você se preocupar com a missão, que a investigação aqui fora, nós damos um jeito.
        
         Mustafá –Versago, desculpe-me, eu tentei contornar a situação, mas não consegui.

         Dostoievski –Precisamos nos concentrar de volta à missão, o choque que você deu nestes homens com o Taser atinge o centro nervoso deles, fazendo-os desmaiar por uma hora, aproximadamente.

         Versago –Positivo.

         Versago com todas as suas especialidades, se livrou do perigo, e não alertou a zona militar. Ele ainda tinha uma missão a cumprir. Na central, onde Anna Kiev e o Coronel Roy Dostoievski estavam, havia uma discussão a respeito do batismo da operação, que ainda não tinha sido dado, devido à pressa com que tudo fora realizado. 
       
       Assim, com o impasse que surgiu a respeito do idioma, passaram a chamar de: "Missão Objetiva: Dari".

Um comentário:

  1. Incrível esse capítulo. Ao ler, a gente pode nitidamente imaginar as situações. Parece um filme! Parabéns!!

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