Sinopse

Dois de Novembro traz um conto fictício de investigação, que fará o leitor realizar uma viagem pelo século XX, conforme os enigmas são desvendados. Procurei realizar um equilíbrio entre a ficção e a realidade, relacionando personagens com grandes personalidades do século passado até a atualidade. Normalmente o leitor verá fotografias ilustrativas dessas personalidades e também de símbolos das organizações que atuam ou atuaram nesse período. Qualquer evento futuro que venha a ocorrer no mundo que se iguale às fábulas desse livro não passará de mera coincidência!

Capítulo 18; Segundo os Jornais

SEGUNDO OS JORNAIS


         14 de agosto, E. U. A.

         Na tarde deste dia, Kim Tokarev estava em seu quarto de hotel, no estado da Virgínia, navegando na Internet com seu laptop, procurando estar bem informada das especulações da mídia. Haviam muitas teses e rumores por parte dos maiores jornais do mundo pelos últimos acontecimentos na Ásia, e com o governador americano Arnold Anderson.

        O que os jornais não sabiam era a relação que havia entre Anderson e a base militar nas proximidades de Petropavlosk. Um dos jornais dizia o seguinte a respeito da ocorrência no Cazaquistão:

         “Embora a ousadia dos terroristas em invadir uma base militar cazaque fosse tamanha, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado até então. Devido à sua genialidade, tais características do atentado assemelham-se com a do grupo terrorista Basco ETA, que nos últimos tempos tem realizado atentados semelhantes aos comboios de juntas militares de equipamentos bélicos franceses. O governo cazaque e os militares que estavam diretamente envolvidos com o ocorrido divulgaram 59 terroristas mortos na ação”.

         Outro também dizia:

         “O atentado terrorista ocorrido na noite do dia 8 deixa bem claro o objetivo desses grupos extremistas... sangue! A diorese sem direito à negociação! Ainda não há um responsável pelo atentado do dia 8, porém, fontes especulam que poderia ser mais um atentado do grupo Basco, Euskadi Ta Askatasuna, pela primeira vez fora da Europa! Por enquanto, não há uma manifestação por parte dos demais grupos terroristas na Ásia”.

         Pelo que Kim sabia, as informações nos jornais eram irrelevantes porque maquiavam a realidade, só que uma matéria escrita sobre Arnold Anderson nesses mesmos jornais intrigou Kim. Segundo o colunista que escreveu as informações, o governador de Nova Iorque teria sido uma vítima de sequestro por parte de Mara, e não de seu colaborador, como Ernest afirmou na mídia, colocando-o como foragido juntamente com ela.
         
Esta coluna de jornal dizia o seguinte:

         Arnold Anderson, Cúmplice ou Vítima?

       Segundo uma fonte que não quis ser identificada, o governador Novaiorquino Arnold Anderson não foi cúmplice de uma das maiores traficantes de armas do mundo, Mara Votovisck Tutov. Tal fonte afirmou que o pronunciamento do diretor geral da Agência Central de Inteligência, Paul Ernest, no dia 7 de agosto, foi uma estratégia para fechar o cerco da traficante Mara. Na verdade, o atentado contra a escolta de Anderson na manhã do dia 6 foi um sequestro e não um resgate!
         Isso também explica a ação da SWAT na Catedral de São Patrício, em Nova Iorque no dia 8, embora de princípio, a imprensa tenha notificado que com ligações anônimas a polícia descobriu o paradeiro do governador “fugitivo”, e assim o prendeu. Um outro lado da história mostra que naquele dia, ele foi resgatado de um sequestro. Mara, responsável por tudo, ainda está foragida, e o governador se encontra “detido”, segundo Ernest, no prédio da CIA, no estado da Virgínia.

         Aquelas informações sim eram reais, tinham veracidade nas suas informações e era um ataque ao diretor da CIA Paul Ernest. O nome do colunista era Alex B. Marshall. Imediatamente, Kim foi até o quarto de Demarco procurá-lo , mas ele não estava lá. Assim, voltou para seu quarto e ligou para seu celular, tentando comunicá-lo:

         Demarco –Alô Kim, o que foi?

         Quando o celular de Demarco tocou, ele soube quem era, através do identificador de chamadas.

         Kim –Onde você esta?

         Demarco –Saí mais cedo do que de costume, a pedido de Ernest, já estou aqui no prédio realizando alguns preparativos para o interrogatório do governador Anderson.

         Kim –Então, você não leu os jornais!

         Demarco –Negativo, Por quê?

         Kim –Alguém de dentro da agência está vazando informações secretas para um jornalista de nome Alex B. Marshall.

         Demarco –Como é que é?!

         Kim –Isso mesmo que pensou!

         Demarco –Você não crê que aquele americano que Mara cita nas ligações com Rhoemer esteja entre nós, crê?

         Kim –Por isso que fizemos um pacto de confiança, sabemos que este homem pode ser qualquer um, e sabemos que ele está colaborando com eles.

         Demarco –Positivo. Venha já para cá, vou notificar isso ao Ernest.

         O quarto de hotel cedido aos agentes que trabalhavam no prédio da CIA ficava menos de duas quadras de distância, o que não levaria dez minutos de carro. Assim, ela se preparou rapidamente e foi para o prédio o quanto antes.

       Chegando lá, a primeira coisa que Ernest e Demarco fizeram foi se reunir com ela numa sala, e realizar uma reunião para discutir o assunto. Kim havia imprimido a página da Internet e entregado uma cópia a cada um, dizendo:

         Kim –Olhem estas informações!

         O diretor Ernest leu em pensamento o que a coluna dizia, e terminou lendo em voz alta o nome do colunista, e perguntando posteriormente:

         Ernest –Alex B. Marshall, quem é este jornalista?

         Kim, conseguindo entender o que Ernest dissera em Inglês, também respondeu em inglês, do pouco que sabia:

         Kim –Não sei, senhor.

         Assim, Demarco começou a dizer sobre o que ele e Kim raciocinaram logo de princípio:

         Demarco –É realmente grave o que diz este jornal de Nova Iorque. Com certeza alguém daqui de dentro está vazando estas informações confidenciais para este jornalista, chegamos até pensar que deve ser o contato de Mara, tentando nos prejudicar.

         Ernest –Pode até ser, porém, não devemos nos precipitar, talvez também seja qualquer um, tentando tirar uma grana por fora vendendo informações. O que podemos fazer é colocar alguém na cola desse jornalista e esperar até que ele entre em contato com esse informante.

         Havia um informante dentro da CIA. Talvez o mesmo cúmplice de Mara, porém, as suspeitas caíam sobre todos os que trabalhavam ao lado de Ernest, Kim e Demarco.

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