SEGUNDO OS JORNAIS
14
de agosto, E. U. A.
Na tarde deste dia, Kim Tokarev estava em seu quarto de
hotel, no estado da Virgínia, navegando na Internet com seu laptop, procurando
estar bem informada das especulações da mídia. Haviam muitas teses e rumores por
parte dos maiores jornais do mundo pelos últimos acontecimentos na Ásia, e com o
governador americano Arnold Anderson.
O que os jornais não sabiam era a relação
que havia entre Anderson e a base militar nas proximidades de Petropavlosk. Um dos jornais dizia o seguinte a
respeito da ocorrência no Cazaquistão:
“Embora
a ousadia dos terroristas em invadir uma base militar cazaque fosse tamanha,
nenhum grupo assumiu a autoria do atentado até então. Devido à sua genialidade, tais características do atentado assemelham-se com a do grupo terrorista Basco
ETA, que nos últimos tempos tem realizado atentados semelhantes aos comboios
de juntas militares de equipamentos bélicos franceses. O governo cazaque e os
militares que estavam diretamente envolvidos com o ocorrido divulgaram 59 terroristas
mortos na ação”.
Outro
também dizia:
“O
atentado terrorista ocorrido na noite do dia 8 deixa bem claro o objetivo
desses grupos extremistas... sangue! A diorese sem direito à negociação! Ainda
não há um responsável pelo atentado do dia 8, porém, fontes especulam que
poderia ser mais um atentado do grupo Basco, Euskadi Ta Askatasuna, pela
primeira vez fora da Europa! Por enquanto, não há uma manifestação por parte dos
demais grupos terroristas na Ásia”.
Pelo que Kim sabia, as informações nos
jornais eram irrelevantes porque maquiavam a realidade, só que uma matéria
escrita sobre Arnold Anderson nesses mesmos jornais intrigou Kim. Segundo o
colunista que escreveu as informações, o governador de Nova Iorque teria sido
uma vítima de sequestro por parte de Mara, e não de seu colaborador, como Ernest
afirmou na mídia, colocando-o como foragido juntamente com ela.
Esta coluna de jornal dizia o seguinte:
Arnold
Anderson, Cúmplice ou Vítima?
Segundo uma fonte que não quis ser
identificada, o governador Novaiorquino Arnold Anderson não foi cúmplice de
uma das maiores traficantes de armas do mundo, Mara Votovisck Tutov. Tal fonte
afirmou que o pronunciamento do diretor geral da Agência Central de
Inteligência, Paul Ernest, no dia 7 de agosto, foi uma estratégia para fechar o
cerco da traficante Mara. Na verdade, o atentado contra a escolta de Anderson na
manhã do dia 6 foi um sequestro e não um resgate!
Isso também explica a ação da SWAT na Catedral de São Patrício, em Nova Iorque no dia 8, embora de princípio, a
imprensa tenha notificado que com ligações anônimas a polícia descobriu o
paradeiro do governador “fugitivo”, e assim o prendeu. Um outro lado da
história mostra que naquele dia, ele foi resgatado de um sequestro. Mara, responsável por tudo, ainda está foragida, e o governador se encontra “detido”, segundo Ernest, no prédio da CIA, no estado da Virgínia.
Aquelas informações sim eram reais,
tinham veracidade nas suas informações e era um ataque ao diretor da CIA Paul Ernest. O nome do colunista era Alex B. Marshall. Imediatamente, Kim foi
até o quarto de Demarco procurá-lo , mas ele não estava lá. Assim, voltou para
seu quarto e ligou para seu celular, tentando comunicá-lo:
Demarco –Alô Kim, o que foi?
Quando o celular de Demarco tocou, ele
soube quem era, através do identificador de chamadas.
Kim
–Onde você esta?
Demarco –Saí mais cedo do que de costume, a pedido de Ernest, já estou aqui no
prédio realizando alguns preparativos para o interrogatório do governador
Anderson.
Kim –Então, você não leu os jornais!
Demarco
–Negativo, Por quê?
Kim
–Alguém de dentro da agência está vazando informações secretas para um
jornalista de nome Alex B. Marshall.
Demarco
–Como é que é?!
Kim
–Isso mesmo que pensou!
Demarco
–Você não crê que aquele americano que Mara cita nas ligações com Rhoemer esteja
entre nós, crê?
Kim
–Por isso que fizemos um pacto de confiança, sabemos que este homem pode ser
qualquer um, e sabemos que ele está colaborando com eles.
Demarco
–Positivo. Venha já para cá, vou notificar isso ao Ernest.
O quarto de hotel cedido aos agentes
que trabalhavam no prédio da CIA ficava menos de duas quadras de distância,
o que não levaria dez minutos de carro. Assim, ela se preparou rapidamente e foi
para o prédio o quanto antes.
Chegando lá, a primeira coisa que
Ernest e Demarco fizeram foi se reunir com ela numa sala, e realizar uma reunião
para discutir o assunto. Kim havia imprimido a página da
Internet e entregado uma cópia a cada um, dizendo:
Kim
–Olhem estas informações!
O diretor Ernest leu em pensamento o
que a coluna dizia, e terminou lendo em voz alta o nome do colunista, e
perguntando posteriormente:
Ernest
–Alex B. Marshall, quem é este jornalista?
Kim, conseguindo entender o que Ernest
dissera em Inglês, também respondeu em inglês, do pouco que sabia:
Kim
–Não sei, senhor.
Assim, Demarco começou a dizer sobre o
que ele e Kim raciocinaram logo de princípio:
Demarco
–É realmente grave o que diz este jornal de Nova Iorque. Com certeza alguém
daqui de dentro está vazando estas informações confidenciais para este jornalista,
chegamos até pensar que deve ser o contato de Mara, tentando nos prejudicar.
Ernest
–Pode até ser, porém, não devemos nos precipitar, talvez também seja qualquer
um, tentando tirar uma grana por fora vendendo informações. O que podemos fazer
é colocar alguém na cola desse jornalista e esperar até que ele entre em
contato com esse informante.
Havia um informante dentro da CIA. Talvez o mesmo cúmplice de Mara, porém, as suspeitas caíam sobre todos os que trabalhavam
ao lado de Ernest, Kim e Demarco.
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